Prática
Luta de morte captada na Canon EOS 550D
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- Publicado em 13-04-2010
A luta entre uma cobra e uma rã foi o derradeiro teste da Canon EOS 550D antes de ser devolvida à marca. A rã salvou-se da gula da cobra. A EOS 550D salva-se de ser igual à EOS 500D no que aos filmes toca. É melhor.
Mais olhos do que barriga parece ter sido o que deu à cobra quando abocanhou a rã. Após uma boa meia-hora de silencioso combate, só quebrado pelo coaxar pontual da rã, a cobra deixou escapar a presa quando procurava um lugar mais seco para a digerir.
Verdade, a cena parecia, usando o ditado popular, a de um sapo difícil de engolir. As pernas da rã teimavam em ficar cá fora e por mais que a cobra se esforçasse a refeição que julgara segura não parecia digerível.
Na recta final do teste da Canon EOS 550D voltei a um dos meus pousos habituais de fotografia para experimentar o filme nas mesmas condições em que testei a EOS 500D. Recordo para os que não leram o artigo escrito em Junho de 2009, que o modo de vídeo da EOS 500D não me convenceu. É algo totalmente diferente agora, posso garantir, se bem que o vídeo produzido seja para publicar depois, dado que a edição desta verdadeira nota de campo é feita num portátil, um notebook EasyNote Butterfly Xs da Packard Bell que uso no terreno com Lightroom 2 - e o Lightroom 3 beta nesta altura - além do Photoshop Elements 7. Ambos permitem-me editar, como já escrevi, a partir de qualquer ponto as histórias para a Fotodigital.
As fotos publicadas não fazem justiça aos originais saídos da câmara. E a edição num portátil é sempre uma operação mais complicada, quer pela cor do ecrã quer pelas limitações de dimensão do mesmo e ainda pela luz parasita, diferente da das condições normais do computador de mesa onde costumo trabalhar.
Mas pela importância da nota, e pelos aspectos práticos de contar uma história que as duas fotos mostram, achei por bem editar esta informação a partir do terreno, se bem que só a consiga colocar online e no editor de texto final ao chegar a um ponto com acesso à Internet.

As imagens contam, como já escrevi, uma história, e esse é outro elemento importante desta nota: a importância de documentar acontecimentos de modo a poder contar uma história com as fotos. Claro que existem mais imagens mas para este artigo escolhi duas que complementam o texto escrito e mostram momentos chave de tudo o que aconteceu. Na primeira foto vê-se uma rã em primeiro plano com a cobra deslizando no fundo, numa convivência que é impressionante de presenciar. Durante o tempo que me sentei a apreciar os movimentos na água vi a cobra sondar o ambiente lançando a língua bifurcada no ar, mergulhando, voltando à tona, iniciando todo o processo. Até que a vi desaparecer para emergir mais perto da zona onde eu estava, com uma rã abocanhada. Assisti à luta, cujo desfecho me parecia já definido. Em redor, as restantes rãs continuavam nas suas disputas, correndo umas atrás das outras, indiferentes à sorte da colega que momentos antes saltava como elas.
De repente tudo mudou. No movimento em busca de um pouso mais recatado, suponho, a cobra deve ter aliviado a pressão da boca dilatada. Nem deu tempo para fotografar ou filmar, a rã meteu a quarta a fundo e desapareceu. A cobra ainda andou em volta algum tempo mas enfiou-se entre os limos e perdi-a. Não voltei a ver a rã ou se a vi não consegui destrinçá-la das outras. Estavam todas bem vivas.
O vídeo que mostra alguma desta acção estará no ar em breve. Ficam as primeiras fotos da EOS 550D.











































































