Prática
Lumix G2 e Lumix G10 em macro de flores
- Detalhes
- Publicado em 29-03-2010
A Panasonic cedeu-nos dois modelos de pré-produção da Lumix G2 e Lumix G10 para experimentar. Uma viagem ao mundo íntimo das flores. Coberta de fora por uma Lumix GF1 com vistas largas. Primeiras impressões da nova dupla Micro Quatro Terços.
Uma nota na abertura: estes aparelhos são modelos de pré-produção, pelo que não se trata de um teste. Mas é difícil resistir a experimentar fotografar e ver resultados, que não devem, de qualquer modo, diferir muito dos finais. Excepto por alguns aspectos ainda não finalizados – a G2, por exemplo, não fixa algumas das selecções do menu - sente-se que os aparelhos finais estão presentes, em funções e capacidades.
Em uso prático as diferenças mais evidentes são poucas mas substanciais: diria que existe uma. A G2 tem um visor electrónico de alta resolução que se revela muito melhor para fotografar do que a G10. Sobretudo em situações em que se exige nitidez, o visor electrónico da G10 revela-se menos eficiente... se bem que como se pode verificar nas fotos de macro do diaporama, em que se atinge um ponto complexo do registo fotográfico, a G10 tenha saído com boa nota.
Quer isto dizer que mesmo com um visor electrónico de inferior resolução se consegue dar conta do recado. E há sempre a possibilidade de usar o ecrã traseiro, que no caso da G10, de novo, se revela menos versátil, dado que não roda como o da G2. São as diferenças que marcam os escalões de preço, que vão ser diversos, como esperado. A G2, ainda por cima grava em AVCHD Lite, a 720p, e a G10 somente em MotionJPEG (1280x720), que ocupa o dobro do espaço.
Em uso fotográfico e salvo pelas diferenças referidas e o que delas resulta em termos de uso prático, a G2 e a G10 são muito semelhantes no que aos resultados respeita. As fotos do diaporama criado a 1080p no ProShow Producer demonstram isso mesmo, para resolver as dúvidas de quem as tiver. É o mesmo sensor de 12 milhões de pixéis que está no fundo daqueles corpos de Micro Quatro Terços.
Usadas com a objectiva Macro de 45mm (uma 90mm f/2.8 face ao 35mm de referência) as duas Lumix – G2 e G10 – oferecem uma viagem ímpar no universo da fotografia de coisas pequeninas. Foi aliás por causa da fotografia de flores que solicitei os aparelhos à Panasonic (à Sonicel, que a representa em Portugal). A ideia inicial era de fotografar em exteriores, mas o tempo não tem ajudado, pelo que acabámos por usar o refúgio dos dias maus, uma marquise voltada a Norte em casa de família, onde a minha sogra mantém uma colecção de vasos que vão dando excelentes e coloridas flores que servem de palco fotográfico.
Por isso mesmo esta experiência com os dois aparelhos, que demonstra todo o potencial do seu uso nesta área específica, é também, uma “aula ao vivo” do que se pode fazer com um simples vaso e vontade de explorar perspectivas. E nem sequer as esgotámos, como se calcula, esta foi uma abordagem de um pedaço de tarde que acabou por oferecer uma sequência floral transformável em diaporama. Registada numa Lumix GF1 com uma objectiva de 7-14mm que faz as delícias do meu filho Miguel, como as fotos do diaporama mostram.
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Servem os exemplos foto-florais para mostrar o potencial dos aparelhos. Aqui vale a pena uma nota: as imagens foram feitas com uso elevado do visor electrónico em vez ao ecrã traseiro, exactamente porque é mais fácil segurar de forma firme o aparelho quando se encosta o mesmo à face. Em trabalho de macro, com a reduzida profundidade de campo – aqui optou-se por usar o diafragma de f/2.8 sempre que possível – isso é essencial quando não se usa um tripé. Que, como se calcula, não daria muito jeito em viagens deste tipo, em que se entra – é bem o termo – pelo vaso dentro, jogando com planos focados e desfocados de cor para criar o resultado final.
Esta forma de fotografar flores é uma das minhas preferidas, algo que pode o leitor verificar se espreitar a minha colecção de flores no endereço http://joseantunes.shutterchance.com/archive/. Com as Lumix e a objectiva macro de 45mm tenho um conjunto leve, fácil de usar e que me permite rapidamente obter resultados fiáveis.
Além da objectiva macro usei ainda a nova 14-42mm, no diaporama referenciada numa imagem geral. É uma variante da 14-45mm inicial que não deve trazer muitas novidades excepto por um ajuste que a Panasonic terá decidido implementar. Mais sobre isto mais tarde, quando testar os modelos finais dos aparelhos.
Uma novidade da G2 que não me deixou muito impressionado foi o sistema táctil de controlo de foco. A ideia é boa até se descobrir que, por exemplo, o simples toque de qualquer coisa no ecrã traseiro pode modificar a posição do sensor AF, pelo que se o utilizador pegar no aparelho para fotografar um instantâneo e não verificar a posição do sensor, pode acabar por ser surpreendido por o encontrar longe de onde o deixou anteriormente. Foto desfocada por ser o resultado. Isto sugere-me que o ecrã táctil pode ser uma boa ideia com a máquina num tripé, altura em que a passagem dos dedos pelo ecrã táctil para ajustar campo focado, focagem, etc. pode funcionar, mas em movimento não sei se o sistema será assim tão útil. Até porque a interface "normal" do sistema é fácil de dominar... e quem usar o excelente visor não vai andar a apontar para o ecrã táctil.
Dito isto, espreite o diaporama. Registado com a G2 e a G10 de pré-produção e com as imagens editadas no Adobe Lightroom 3, beta 2. Tudo material fotográfico ainda não final, portanto. Mas talvez as fotos lhe dêem ideia para fazer alguma coisa em fotografia. Ou comprar uma Lumix. Ou o Lightroom.
NOTA: veja o vídeo a 1080p, tal como foi criado. Abra-o a ecrã integral se desejar. Verá melhor.











































































