Prática
Preto e Branco: a solução para uma boa exposição
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- Publicado em 01-08-2012
A generalidade das pessoas continua a ter alguma dificuldade em entender como os fotómetros das máquinas lêem a luz e o que é isso do cartão cinzento a 18%. A solução é mostrar-lhes, preto no branco, do que se trata.
A exposição em fotografia, quer se trata de filme ou dos modernos sensores, é idêntica. Baseia-se numa média obtida a partir da leitura de um ou vários pontos da luz ambiente, para um cálculo final feito pelo sistema da câmara.
Muitas pessoas acreditam, ao comprarem um sistema mais sofisticado, que a sua câmara é melhor do que outras no que respeita a medição da luz. Até certo ponto isso é verdade, mas nenhum destes sistemas é inteligente e todos lêem a luz de modo a encontrar uma mesma coisa: um tom de cinzentoque a Kodak representou, na sua busca de valores padrão, por um cartão cinzento com uma reflectância de 18%.
Não vou perder tempo, aqui, a explicar o porquê dos 18 por cento, existem milhares de websites que referem o que é, como se lá chegou e tudo o resto que pode interessar saber. O que é importante entender é que esse valor representa o caminho do meio, a virtude. Porque o cartão cinzento de 18 por cento é o meio ponto entre o banco puro e o negro retinto. O que quer dizer que as câmaras estão todas calibradas para representarem o mundo como um luar de virtude, isto é o tom de um cartão cinzento de 18%.

Ora como sabemos, o mundo não é todo cinzento - se bem que alguns tentem fazer-nos a vida de um cinzento triste - e por isso mesmo quando a luz medida pela câmara não corresponde na sua totalidade ao que o fotómetro entende, temos uma exposição errada.
Explicar como funciona o cartão cinzento não parece resolver todas as questões das pessoas, que acabam por pensar que lhes basta usarem o cartão para terem as fotos todas bonitas, com os resultados que todos sabemos: não funciona todo o tempo. Sobretudo quando começam a querer fazer fotografias em que a luz foge do padrão cinzento.
Foi para resolver essa questão de forma prática que passei a mostrar nos meus workshops o que sucede quando se fotografa fora do caminho do meio, como forma de explicar às pessoas o que realmente o fotómetro das suas câmaras faz. Com dois pedaços de cartão, um preto e um branco, consigo fazer com que entendam, mais depressa, o que realmente sucede. E quando depois lhes digo que quando se tem mais se dá mais e quando se tem menos se dá menos, ficam algo baralhadas, mas a evidência está no resultado obtido com os cartões, que não mentem e nos provam que as câmaras só sabem o caminho do meio. Que nem sempre tem a virtude de nos dar a luz correcta para exprimir paixões que, em fotografia, vão além daquilo que um simples fotómetro sabe ler de um cartão cinzento.
O texto que explica o processo em si pode ser lido no website de fotografia Phototuts+. É um texto mais que escrevi para fora do País, para um espaço onde me pagam para escrever - é verdade, em Portugal ninguém parece interessado em pagar por este tipo de informação. O texto está em inglês. Se quiser saber um pouco mais sobre como controlar a sua exposição, espreite Exposure: a Black and White Solution.











































































