Prática
Flores à mesa da cozinha
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- Publicado em 13-09-2011
A exposição de fotografia International Garden Photographer of theYear 2010 agora patente nos Jardins de Monserrate. em Sintra, recorda-nos como é bom fotografar flores. Mesmo sem sair de casa. Ou sequer sair de uma cadeira, como sucede nesta série. Truques à mesa, com flash e marmelos.
Fotografar flores é uma actividade que as pessoas associam de imediato a uma saída pelo campo ou até ao jardim mais próximo. Ou, para alguns, tão longe quanto um lugar exótico no fim do mundo, onde pensam ser possível encontrar o tal exotismo que não vêem perto de casa.
Na verdade, é errado pensar assim. Com alguma imaginação, até sentado na mesa da cozinha se pode fazer uma sessão fotográfica com flores. Ou neste caso com uma única flor, num vaso, uma lavanda comum comprada num centro de jardinagem. Onde também comprei uma lagarta de Papilio Machaon vivendo numa arruda, mas isso é outra história.
Esta sessão fotográfica nasceu de improviso, numa noite em casa, em que não me apetecia ficar no computador mais tempo e queria mesmo fotografar a lavanda comprada nesse dia. A mesa da cozinha é um dos meus estúdios favoritos, entre os cestos de fruta e coisas que vão ficando ali, De dia tenho uma luz interessante, mas na calada da noite tenho a luz do flash como garantia de liberdade, como estas fotos demonstram de forma cabal.
Efectivamente, usando dois flashes, um deles, o Speedlite 420 EX montado no suporte de um Nasty Clamp, com um reflector Rogue FlashBender (o mais pequeno, que dispõe de um "flag" ou "gobo" opcional para impedir que a luz siga caminhos outros do que os pretendidos, e um 580 EX II na máquina como "comandante" das luzes, está-se apto a fazer algumas brincadeiras.
Duas pequenas placas de esferovite - aproveitadas de uma qualquer caixa que me chegou aqui a casa - uma sobre a outra, servem de reflector que devolve a luz de um para outro lado. Depois é tudo uma questão de explorar as opções, jogar com a quantidade de luz, desligar o flash "comandante", de modo a que só dê ordens e não ilumine, e de repente as horas passam, e a noite escoou-se, divertida, sem pensar em muito mais. E aprendendo, sempre, as delícias do controlo da luz e da liberdade.
Este pequeno artigo visa mostrar a importância de poder-se usar o flash para continuar as sessões fotográficas - neste caso de flores - para lá da hora normal de expediente da luz solar. Como se pode verificar não é uma luz crua, dura, sem interesse, tudo porque se usou o flash em posições que unicamente as formas de controlo externo, seja com infravermelhos - como aqui - ou com rádio permitem. Dito isto, eu continuo a achar que o flash de bordo das câmaras pode ser usado com criatividade, desde que se saiba o que se está a fazer. Na edição de Outubro da revista do Parque Biológico de Gaia vai encontrar um artigo que escrevi sobre o uso criativo de câmaras compactas onde mostro como o uso e um flash, até numa compacta, pode servir para mais do que iluminar quando a luz se vai.
Aqui, a meta, além de repetir a ideia do uso de flash, com uma reflex, e de forma mais livre, passa por mostrar que não é necessário andar muito para se encontrar variedade. As quatro fotos foram feitas sem me levantar da cadeira, simplesmente mudando o meu ponto de vista ligeiramente, modificando a exposição e escolhendo diferentes fundos, da zona escura emoldurada pela porta da cozinha, com mais ou menos exposição, passando pela parede de azulejos brancos até ao recurso de usar o tabuleiro de marmelos - que já se foram, para fazer compota, nova produção fotográfica... - desfocado como fundo que nos sugere um campo de... flores num dia de sol.
É, afinal, tão simples, fazer fotografias diferentes sem ter de andar muito. Sem sair de casa. Sem sair de uma sala. Sem sair de uma cadeira. É um desafio e sugestão para quem pensa que já não sabe o que fotografar. Olhe em redor e redescubra o mundo à sua volta. Compre uma flor e explore-a intensamente ao longo de dia. Monte o seu pequeno estúdio e aprenda a VER de uma forma diferente.
Depois, mas só depois, comece a aventurar-se a ir VER noutros lugares. E se esta ideia de flores o deixou com vontade de fazer coisas, tenho três sugestões para si:
- uma visita ao Jardim de Monserrate, onde a partir de dia 15 de Setembro pode encontrar a exposição International Garden Photographer of theYear (IGPOTY) 2010 (até final de Novembro pode usar o link do banner no topo da coluna do lado direito para aceder à notícia no site da PSML)
- a aquisição do meu ebook sobre Flores, em inglês, - Flowers ... The Way I see them, meia centena de páginas de dicas e fotografias de flores que pode obter por download por somenrte € 6.
- um workshop de fotografia de flores comigo, que tanto pode ser dado num jardim como... na mesa da minha sala.











































































