Prática
Fundos brancos para preguiçosos
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- Publicado em 08-07-2011
Encontrar um fundo branco para fotografar flores pode estar mais perto do que se pensa. Basta cair de joelhos e olhar para o céu. É a solução da preguiça para fotógrafos que não pretendem carregar muito. Nem sempre funciona, mas quando o faz os resultados são excelentes.
A leitura recente de um artigo de um amigo meu sobre fotografia de flores com uso de fundos brancos deixou-me interessado. Paul Harcourt Davies tem, no seu artigo na Pixiq, publicação americana para que ambos escrevemos, uma interessante exposição sobre o tema.
Pessoalmente tenho explorado o uso de fundos brancos de diferentes formas, todas menos cientíificas do que a abordagem de Paul, mas com resultados interessantes.
Após publicação de um artigo meu sobre o tema na Pixiq troquei algumas opiniões com Paul H. Davies que acho interessantes referir aqui. Efectivamente o meu trabalho deriva do que Paul tem realizado, e está distante do projecto MYN (Meet Your Neighbours, de que voltarei a falar em breve), mas introduz outras variáveis. O uso de uma linha de fundo, do horizonte, que acaba desfocada, na zona baixa da imagem é um elemento que me agrada, por “agarrar” a foto ali e é uma ideia que Paul H. Davies salientou também na recente troca de correspondência, evidenciando as vantagens do digital na procura de novas soluções.
Esta solução, que tenho adoptado noutras alturas, e com outros objectivos, funciona muito bem para este tipo de abordagem, se bem que nem sempre seja fácil reunir todas as condições para que resulte em pleno. E efectivamente a minha solução de fundos brancos para fotógrafos preguiçosos tem um problema: é necessário que a flor esteja na posição e altura certas.
É sabido que nem sempre encontramos no terreno espécimens em posições ideias, pelo que este lado preguiçoso, por dispensar o carregar equipamento atrás, tem um lado extra de trabalho, que é a procura das condições capazes para a realização de cada imagem. O fundo branco neste caso é o próprio céu.
A exposição, realizada num dia de sol meio encoberto, portanto sem sombras profundas, foi feita para a flor, pelo que o céu, que estava mais claro, ficou totalmente claro no RAW original, algo que depois ajustei no computador. A foto foi feita com uma Canon EOS 600D equipada com a EF 70-300mm L IS USM que estou a experimentar. Confesso que funciona a preceito mas senti a falta da minha 100-400mm com que habiutualmente faço flores.
Só para confirmar que existem várias formas de criar esta situação recupero uma foto já publicada anteriormente, e que mostra uma flor de vaso fotografada com a Olympus E-PL1 e a objectiva do kit 14-42mm. A flor estava na sombra, com uma parede amarela banhada pelo sol por trás, a cerca de cinco metros de distância. A exposição para a flor levou à sobreexposição do fundo, que ficou praticamente branco, como numa foto de estúdio. Esta é outra forma preguiçosa de obter um fundo branco...
O interesse deste artigo é evidente: mostrar que existem diferentes formas de fazer as coisas e que a exploração de técnicas, até para lá do limite das “regras”, nos encaminha para um maior entendimento de todo o processo fotográfico. A troca dessas experiências com outros, por mais comezinhas que possam parecer, ajuda-nos a formar um corpo de conhecimento fotográfico sólido, capaz de criar fotografias cada vez mais interessantes. Mas para isso é necessário que as pessoas vejam. Porque só quando VEMOS podemos entender a necessidade de proteger e amar o que nos rodeia. Talvez quando todos conseguirem VER o mundo, se comece realmente a ter mais consciência da necessidade de tomarmos conta do autocarro em que todos viajamos.
Se o tema lhe interessa e a fotografia de flores é uma paixão compre o meu livro Flowers the Way I See Them A Guide to discover your own path through photography











































































