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Medir o equilíbrio de brancos com um filtro de café
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- Publicado em 18-05-2010
A procura do correcto equilíbrio de brancos pode custar-lhe 125 euros, se seguir as tendências do mercado. Mas uma embalagem de filtros de café, que custa menos, faz o mesmo efeito. Saiba como enquanto bebe um café.
Os fabricantes primeiro vendem-nos câmaras com a ideia que fazem tudo, depois impingem-nos mil acessórios que colmatam lacunas. Formas de medir melhor a exposição (não chega o que as câmaras têm), formas de equilibrar os brancos para que as cores fiquem todas perfeitas... ou pelo menos como alguém diz que são perfeitas segundo o olho humano.
A pouco e pouco um fotógrafo vai acumulando acessórios que lhe pesam na bolsa de duas formas: na fotográfica por a encherem, na bancária por a... tornarem mais leve. Um exemplo disso mesmo é o Expodisc da Expoimaging apresentado há algum tempo e colocado em destaque nestes tempos digitais, em que se torna necessário calibrar o sensor da câmara para diferentes tipos de luz. Outrora, com filme, um filtro corrector de temperatura de cor servia – e muitos nem sequer sabiam que tal existia, com as correcções a serem feitas nos aparelhos de impressão das fotos - isto, claro, quando o filme não era calibrado para determinado tipo de luz, mas nos dias de hoje há que mudar a temperatura de cor no sensor, isto apra, pelo menos teoricamente, obter melhor resultado. Porque todos os sistemas digitais possuem um modo automático em que o sensor tenta adaptar-se à luz ambiente.
Ora é nesse cenário que o Expodisc surge. Trata-se de um filtro com um material branco translúcido que permite ler a luz em qualquer local... lendo sempre a forma como o branco é interpretado nessas condições. Afinal, para os que leram o manual da câmara que possuem, é um processo igual ao que lhes é ensinado para modificarem e criarem um “white setting balance” próprio ou em cada altura. Lê-se no manual que se deve apontar a câmara a uma superfície branca, fazer um fotograma de registo e depois usar essa informação na criação de um perfil para as condições específicas em que se está a fotografar. Se não é isto exactamente é algo assim, variando ligeiramente entre fabricantes.
Como quase ninguém lê manuais, é evidente que a Expoimaging tem um bom negócio pela frente: vende discos brancos que cumprem a função e que dão às pessoas a sensação de segurança... que teriam se lessem um pouco mais dos manuais.
Mas pronto, o leitor chegou aqui e também quer ter o seu filtro branco para usar em todas as situações. Pode ir à loja mais próxima, desembolsar 125 euros, mais coisa menos coisa, e ter um disco para um branco mais puro. Ou pode olhar em redor de si e escolher, por exemplo, um cartão branco que passa a carregar na mochila ou saco, e a usar como sistema para calibrar os brancos em qualquer situação. Ou um pedaço de fórmica branca. Ou usar um simples lenço de papel branco.
Ah, prefere o disco, perdão o filtro para colocar na máquina, que dá um ar mais profissional? Então e que tal pegar num filtro velho que tenha em casa, um UV ou Skylight fora de serviço (ou pode comprar um por 10 euros ou menos) e usá-lo como base para um sistema igualmente funcional, concebido a partir de... filtros de café. É verdade, compre uma embalagem de filtros de café (cerca de um euro por 100 filtros do tamanho 4) e terá a sua fonte inesgotável de filtros brancos para toda uma vida. Com uma medida de filtro de 58mm, por exemplo, pode fazer cerca de 4 filtros por cada um filtro de café, o que significa que terá um sitema de medição do equilíbrio de brancos para muito tempo... e que duplica, com os filtros sobrantes, como sistema para fazer café em casa...
Lembre-se de que tem de comprar filtros brancos – existem alguns em tons de creme – e que os deve recortar à medida do filtro fotográfico que vai usar como base para o seu calibrador. Ah, e não os deve usar para fazer café antes de os aplicar na fotografia. A não ser que pretenda um efeito especial. A sugestão publicada no DIYP e aqui adaptada servirá para explorar melhor a forma como as cores surgem nas suas imagens, sem o obrigar a gastar mais de uma centena de euros... que pode investir... em qualquer coisa melhor: um workshop de fotografia comigo, por exemplo. Onde aprenderá outras formas de medir a luz que permitem poupar dinheiro. Uma delas fica aqui grátis desde logo: leia o manual da sua câmara e aprenda a usar tudo o que ela oferece. E depois saiba onde medir a luz...








































































