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Gimbal: uma cabeça de tripé equilibrada
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- Publicado em 29-06-2011
Até se usar uma cabeça de tripé do tipo gimbal é-se um fotógrafo feliz. Depois a urgência de gastar de 400 a 600 euros insinua-se no quotidiano. É tudo uma questão de equilíbrio nas contas e na cabeça para aceder a este instrumento inventado por um grego muito antes de Cristo chegar.
Uma cabeça de tripé do tipo “Gimbal” é um exercício de equilíbrio. Com um desenho especial o acessório tem dois braços, um que suprota a câmara e outro que se liga ao tripé. Entre os dois criam uma forma de sustentação que torna possível pensar em rodar uma câmara com objectiva de 600mm com... um só dedo.
É evidente que a ideia não é essa, mas essa fluidez do movimento explica o que acontece... e o que sucede depois. A cabeça gimbal permite colocar câmara e objectiva no seu centro de gravidade natural, o que dá ao fotógrafo a possibilidade de largar o conjunto em qualquer momento... sem ter de apertar alguma forma de fixação, como sucede numa cabeça de tripé normal. Se está habituado a usar tripés, sabe do que falo. A forma encontrada de fixar câmara e objectiva numa posição e ir contra as leis de Newton é apertando algo, por norma contra a imensa esfera da cabeça de tripé.
A Jobu Design tem um método mais elegante. Se já olhou para um telescópio e pensou como era possível manter equilibrada uma objectiva daquele tamanho, saiba que as cabeças gimbal usam o mesmo princípio para tornar o conjunto... sem peso. É por isos que com um só dedo se torna possível mover uma 600mm f/4.
Tem-se assistido ultimamente a uma procura deste tipo de acessórios, para fotografia de natureza e acção. Efectivamente, sobretudo fotógrafos que perseguem tudo o que voa, de aves a pássaros metálicos (aviões) estão a descobrir as vantagens de um sistema destes para obterem melhores resultados com menor esforço.
O termo gimbal, que não tem uma tradução efectiva para português mas pode ser entendido como, segundo alguns dicionários, “um balanceiro”, um “suporte Cardan” ou, em náutica, “suporte anelar que mantém bússola em posição estável” remete-nos para 280 a 220 antes de Cristo, quando o inventor grego Philo of Byzantium pela primeira vez referiu este equipamento. Depois usado em larega escala e com variações em diferentes áreas, entre elas a fotografia.
A Jobu Design tem três dimensões de cabeças gimbal. Não existem diferenças em termos de melhor ou pior entre os diferentes modelos, a escolha faz-se sobretudo ao nível da escolha pessoal de cada utilizador em função do equipamento que usa. Por norma torna-se necessário adquirir uma base Surefoot NX para prover à ligação entre a objectiva e a cabeça de tripé.
A Black Widow Jr.3 Gimbal Kit é o modelo mais leve e compacto, recomendada para objectivas do tipo: 70-200 f/2.8, f/4F4, 300mm f/2.8/f/4, 100-400mm zoom, 150-400mm zoom, 400mm f/5.6, 400mm DO, etc., Custa €354.77
A cabeça de tripé ideal para teleobjectivas até 500mm f/4, a Black Widow Heavy Duty mk II usa um encaixe do tipo Arca-Swiss. Custa €457.44.
A nova proposta da Jobu Design é a BWG-Pro, concebida de raiz, e a mais sofisticada das soluções da marca, capaz de suportar objectivas até 800mm. O preço é de €524.00.
São efectivamente preços de perder a cabeça, mas podem significar duas coisas: que o seu equipamento fica mais estável e menos sujeito a cair com tripé e tudo. E em termos fotográficos abrem novos horizontes de flexibilidade em fotografia de acção. Ah, e é bom não esquecer o conforto do uso.
Encontra estas cabeças de tripé muito especiais em Lisboa, na loja J. Valles, Lda. Ou no site online. Agora escolha.








































































