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Mochilas Hama Katoomba: a escolha ideal
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- Publicado em 27-06-2011
Em Abril a Fotodigital referiu a proposta da Hama no segmento das mochilas do tipo Sling. Agora teve oportunidade de experimentar uma Katoomba 190 RL e tem um conselho: para uso diário compre a mais pequena. Não seja burro de carga.
A Hama Katoomba é uma mochila do tipo Sling. No catálogo da marca surge referenciada com a designação Vario Side Sling-bag, o que é sobretudo verdade para os modelos maiores, as versões 190RL e 170RL. A Hama tem ainda uma versão mais pequena, a 150, que surge em duas versões: 150R ou 150L. O que isto significa é que nos modelos maiores é possível mudar a alça de ombro, enquanto no modelo mais pequeno é necessário escolhar na altura da compra a forma como se prefere carregar e fazer rodar a mochila entre as costas e o acesso frontal.
Nesse aspecto e se pensarmos em termos de conforto para longas utilizações, as versões com opção de mudança da posição da alça de ombro são as mais lógicas e a escolha certa. Mas essa maior liberdade tem um preço: o fotógrafo fica com uma mochila que será, porventura, mais espaçosa do que realmente necessita, levando-o a carregar mais atrás de si. Efectivamente, a versão 190RL testada é "um monstro" em termos do uso lógico para que foi criado um acessório deste tipo: pequenas caminhadas, com reduzido equipamento.
Efectivamente, como já referi anteriormente, nada substitui, para longas caminhadas, uma mochila equilibrada em duas alças, e que permite maior ajuste ao corpo. Mas estes sacos Sling têm a sua função e são de facto práticos para se aceder ao equipamento sem ter de retirar o saco/mochila do seu apoio no ombro. A capacidade de rotação para a frente torna a acção de trocar de objectivas ou arrumar ou retirar algum acessório numa tarefa fácil, ideal em fotografia de acção.
O que eu notei com a versão maior da Hama Katoomba é que ela é demasiado volumosa e espaçosa para ser prática, se o que pensa é num saco de dia capaz de levar o seu equipamento. É-se tentado a levar mais do que o necessário porque de facto o espaço parece tanto, e depois descobre-se que o peso nas costas é excessivo para ser confortável carregar com uma só alça, mesmo com o sistema de apoio, baseado numa tira que se fixa na alça, usado na Katoomba. Esse não é um problema particular da Katoomba, afectando todos os sacos deste tipo com capacidades idênticas. Efectivamente os fabricantes parecem ter esquecido alguma da lógica inicial das mochilas Sling e desataram a crar sacos com dimensão de uma mochila convencional mas com uma só alça. Lembre-se disto quando for comprar a sua mochila.
No ensaio da Katoomba 190RL descobre-se ainda um outro aspecto que é bom tomar em consideração. A possobilidade de rotação da mochila entre um e outro ombro obriga a reorganizar a disposição do equipamento no interior, dado que consoante a rotação escolhida assim é uma das aberturas que fica acessível ao fotógrafo. Portanto, não é viável simplesmente arrumar o equipamento e depois aceder-lhe de ambos os lados.
Este tipo de sacos coloca, ainda, alguns problemas de habituação em termos de uso, por questões de segurança do equipamento. Com uma mochila normal estamos habituados a que existe uma única abertura, por norma na frente/cima, quando a mochila está deitada, pelo que é fácil controlar a entrada e saída de equipamento, Numa Sling como a Katoomba, que tem fechos zip correndo em todo o redor, é imperativo confirmar que se fecharam todos antes de a lançar para as costas. Sob pena de objectivas, câmaras e acessórios voarem por todos os lados.
Não se trata de um defeito do sistema mas de algo perfeitamente normal dada a construção e forma de uso. Para ser possível aceder ao equipamento rapidamente torna-se necessário criar as entradas e saídas que permitem essa acessibilidade. No caso da Katoomba a Hama concebeu uma bolsa frontal, para a capa de chuva que permite proteger todo o conjunto, que serve de travão à abertura exagerada dos fechos zip. Mas é sempre importante recordar que tem dois acessos ao interior e que tem de ser disciplinado no seu uso.
O interior modular permite carregar equipamento deitado ou na vertical - uma 100-400mm série L da Canon pode ser colocada na vertical na 190RL, por exemplo - pelo que as opções de arrumação são variadas. Interiormente o saco tem espaço para uma câmara com objectiva média acoplada, quatro/seis objectivas mais, flash e acessórios. Uma linha de três pequenas bolsas na tampa tem espaço para 2/4 cartões de memória e ainda um pano de limpeza, presente, como é hábito, na Hama. Como se calcula isto excede as necessidades de muitos e torna o saco pesado. No meu caso, que viajo por norma com três objectivas - 100-400mm 17-40mm e 60mm Macro - e um flash e acessórios a 190RL é mais do que necessito.
Curiosamente, apesar da modularidade do interior, do que sinto falta é de bolsas que me permitam acondicionar outros acessórios, de cabos a baterias. Os alvéolos modulares da Hama Katoomba são demasiado grandes para isso. Felizmente a mochila tem uma bolsa acessível no topo, a partir da zona das costas, que permite guardar uma série de objectos. Na frente existe uma pequena bolsa - mesmo pequena - que pode servir para guardar algo mais.
Dito isto, a opção da 150 L ou 150R pode ser a mais acertada para uso quotidiano. No extremo a versão 170RL, dimensão intermédia mas já com a opção de rodar a alça de ombro. A Katoomba 190RL deve ser olhada somente por quem necessita de mais espaço. E não necessariamente para equipamento pesado. Efectivamente, se a utilização do interior for feita pensando numa divisão entre uma zona de equipamento fotográfico e a arrumação de uma camisola, uma capa de chuva e alguma comida para um dia fora, a mochila Sling maior do catálogo da Hama começa a fazer mais sentido. Mas se o que pretende é carregar todo o seu equipamento e mais algum num só saco, então pense duas vezes. Uma mochila Sling não é a forma mais adequada de o fazer. As suas costas agradecem.
Um fotógrafo nunca tem somente um saco de fotografia. Cada diferente compra corresponde a uma necessidade. Tenho três distintos sacos de cintura, cinco mochilas e mais algumas - demasiadas, diz a minha mulher - opções no meu "catálogo" pessoal. Uma mochila pode servir quase exclusivamente para carregar equipamento protegido até um destino - no carro - e depois tenho talvez uma mochila pequena e um saco de cintura que me permitem optar por diferentes configurações consoante o que vou fazer. É nesse contexto que deve analisar as propostas da Hama. O que quer que faça não queira ser um burro de carga. Isso retira o prazer à fotografia.
A Hama Katoomba está disponível, como escrevi, em três tamanhos diferentes. Os modelos maiores (170RL e 190RL) têm uma alça adaptável universal, enquanto o modelo mais pequeno é vendido em duas versões (150R e 150L), especificamente para pessoas canhotas (150L) ou destras (150R). Os preços variam consoante o tamanho, entre 89 e 129 euros.








































































