Técnica
Canon AE-D: o sonho de uma Canon sem espelho
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- Publicado em 22-03-2012
A Canon pode ainda não ter definido a sua câmara "mirrorless", mas há quem o faça por ela. David Riesenberg inspirou-se na velha série AE por que se apaixonou no passado, para esboçar o que pode ser a próxima Canon.
Atenção: estes desenhos não são oficiais. Baseiam-se em algum senso comum, em informação disponível, e sobretudo na paixão do seu autor pelas câmaras de focagem manual da Canon da série A, de que modelos como a A-1, AT-1 ou AE-1 foram elementos preponderantes.
David Riesenberg explica no seu website que se baseou naqueles modelos para conceber este protótipo do que poderia ser uma AE-D, como ele lhe chama, da Canon. Influenciado, por certo, pela OM-D da Olympus em termos de nome, foi também atrás do clássico alto no meio da câmara, que representa o espaço do pentaprisma, obsoleto nas câmaras sem espelho, como se calcula, mas um elemento que nem mesmo um designer consegue deixar de lado ao sonhar como pode ser uma Canon sem espelho.
É verdade que David Risesenber apresenta nos seus esboços, que pode ver na página do seu website que criou para este projecto, uma câmara que segue a lógica das rangeginder (telémetro), mas ele próprio confessa que é a série AE que o fascina e foi por aí que explorou mais longe o conceito. Ao ponto de até se basear na 50mm da série FD manual da Canon para criar a objectiva e baioneta CM-D que seria aplicada neste protótipo.
Quem tenha uma ligação à série A encontrará facilmente as semelhanças, como documento nas imagens junto. Estamos a falar de um regresso ao passado não muito dissemelhante do que a Olympus fez com a OM-D. Psra mim foi uma reconfortável "viagem ao passado", dado que tive e ainda tenho - outros foram-me roubados - alguns aparelhos da série A da Canon, nomeadamente duas AT-1, uma AE-1 e uma A-1, que foram o plano intermédio entre as FTb que usei e a série seguinte, com a T90, que definiu as bases do design que ainda hoje encontramos na gama EOS. Mas para todos nós a série A foi sempre uma marca no tempo, com um design que de tão agradável acabou por ser recuperado neste ensaio de um designer. Que não é mais do que isso, mas que pode servir de sugestão para alguém na Canon, se ainda não avançaram nesse sentido.
Ficam aqui, pois, algumas imagens e a pista para ver as restantes. Com uma nota de algum humor. David Riesenberg acha que uma câmara deve sempre ter um flash integrado e por isso este protótipo tem um, que quando se eleva do corpo, no espaço onde anteriormente estaria o filme, mostra inconfundível semelhança com uma caixa de filme de 35mm, num evidente aceno ao passado. É uma pequena nota mais numa história saborosa.









































































