Técnica
Compacta a 800 ISO é melhor que iPhone a 64 ISO
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- Publicado em 28-12-2011
Qual é melhor: a foto de um iPhone 4S ou de uma compacta Canon S95? Para os que duvidam a revista americana Popular Photography fez um teste. O resultado é óbvio e só os cegos não o vêem. Mas isso já quem sabe sabia.
Não se discute que os telemóveis com câmara fotográfica vieram para ficar, que são um excelente bloco de notas que se leva para qualquer lado, portáteis e com qualidade q.b. para muita coisa. Mas algumas pessoas, que por terem nascido nos tempos da fotografia na Internet, confundem fotos de 640x480 pixéis com Fotografia, deviam deixar de escrever coisas como o disparate que por estes dias alguns escreveram, clamando que a indústria fotográfica está com os pés para a cova e que os accionistas de empresas da área deviam livrar-se das suas acções antes que perdessem tudo.
Só mesmo alguém que não sabe do que fala pode comparar as fotos de um iPhone - que um desses "escrevinhadores" afirmava terem uma qalidade soberba - com uma foto de uma câmara fotográfica. É mentira. Antes de continuar uma nota para os leitores. A única razão porque não publico os links para alguns dos autores de tal barbaridade é uma: não lhe quero oferecer tráfego, que talvez também seja o que procura, com a escrita de tais dislates.
Agora que expliquei as minhas razões vamos ao que interessa. A revista americana Popular Photography decidiu colocar frente a frente um iPhone 4S e uma câmara fotográfica Canon PowerShot S95 e os resultados do teste são interessantes. Remeto só leitores para a leitura do mesmo, mas saliento aqui uma nota que é importante, referente ao ruído presente nas imagens: a 800 ISO a S95 tem uma pontuação de 2,1, inferior à que do iPHone 4S, que é de 2.5... a 64 ISO. Lembro que os valores mais baixos são os melhores e faço a mesma pergunta que os autores do teste: que valor atingiria o iPhone 4S a 800 ISO?
Esta nota, que devia servir para resolver diferendos sobre a qualidade dos telemóveis face aos aparelhos fotográficos, vem a propósito porque em Março de 2011 escrevi aqui uma notícia sobre uma comissão criada para avaliar a verdadeira qualidade das imagens dos telemóveis, e desde então ainda não se viram resultados efectivos do trabalho dessa comissão. Convido o leitor a ler o artigo no link acima, a passar pelo website da dita comissão, fazer de novo download do documento em podf com toda a informação e perguntar-se quando teremos realmente informação verdadeira sobre o que conseguem fazer os telemóveis.
A verdade é que até por uma questão de dimensões e portabilidade os telemóveis dificilmente concorrerão com as compactas, que oferecem sensores bem maiores. E se soluções como os sensores híbridos de que agora se fala prometem algumas vantagens a pequenos sensores cheios de pixéis, a verdade é que faltarão ainda aos telemóveis os conjuntos ópticos capazes de acompanhar uma eventual melhoria dos sensores. Temos portanto uma espécie de beco sem saída, enquanto do lado da fotografia se preparam novidades.
Já este mês de Janeiro, tudo parece indicar, a Fujifilm terá a sua nova LX, talvez com um sensor híbrido num formato APS-C presente em Las Vegas. É um momento muito aguardado e que pode significar uma mudança drástica em todo este equilíbrio de forças. Com, claro, mais vantagens evidentes para as câmaras. Que não fazem chamadas mas registam as melhores memórias.









































































