Técnica
Leica V-Lux 3: uma Panasonic de luxo
- Detalhes
- Publicado em 09-12-2011
A Leica acaba de anunciar a V-Lux 3 e a "guerra" estalou: afinal é uma Panasonic DMC-FZ150 com o selo vermelho da Leica ou não? Por toda a web defensores e detractores comentam as vantagens dos equipamentos Leica ou sugerem que a questão é outra: quanto se está disposto a pagar pela ostentação do logo vermelho.
A Leica é uma tradição no mercado. Talvez por isso mesmo, e porque o pessoal adora clubes e religiões, há quem entenda que tudo o que a Leica faz é bom e superior ao que outros fazem. Com uma nuance curiosa: quando os outros fazem equipamento para a Leica idêntico ao que vendem, o da Leica é melhor, mesmo que a Leica não tenha mexido uma palha, a não ser colocar o logo vermelho que a caracteriza.
Lembro-me disto de quando escrevia o suplemento de fotografia de A Capital, Olhar, tão longe no tempo, que nem recordo a data - e sou preguiçoso q.b. para não ir confirmar. A Minolta é que fazia, outrora, as compactas que a Leica foi apresentando. Pois numa determinada altura, num Guia do Cunsumidor que uma associação do sector distribuia em Portugal, clamava-se, num teste, a evidente superioridade do modelo da Leica sobre o da Minolta... uma afirmação tão peremptória que toda a gente tinha de rir-se dela. Era assim então e, tanto quanto se sabe, continua a ser assim actualmente.
A Leica não fabrica os aparelhos compactos que vai usando. Tem tido parcerias com diversos fabricantes para usar aparelhos vestidos com roupagens Leica mas que no coração são efectivamente outra coisa. Até ao momento a única Leica compacta feita em casa é a X1.
|
Origem de compactas Leica |
|
1998 Leica Digilux............. Fuji MX-700 |
Efectivamente, a lista publicada ao lado revela quem produziu o quê para Leica em todos estes anos do universo digital. A Leica tem, nos últimos anos, tido uma associação com a Panasonic, que usa o nome Leica em algumas das suas objectivas, mas sabe-se que esse empréstimo é um negócio que interessa à Leica: a formulação da objectiva é da Panasonic, e a Leica dá o selo... Claro que algumas pessoas de tanto quererem ver uma diferença, a encontram... mesmo que não exista.
Portanto, a nova V-Lux3 com zoom estabilizado e uma amplitude de 24x, equivalente a 25-600mm, e sensor CMOS de 12.1 MP é, por uma pena, a Panasonic DMC-FZ150. O aparelho é tanto o mesmo que a DPReview, na apresentação que faz da câmara, só refere uma diferença evidente: o pacote de software que acompanha a Leica é superior, incluindo o Adobe Photoshop Elements e o Adobe Premier Elements. Pois, a diferença está no software.
Como não parece ser possível que isso justifique o elevado preço por que uma Panasonic com selo Leica vende, há quem diga que só mesmo quem pretende ostentar, socialmente, uma Leica ao ombro (mas não tem dinheiro para comprar the real thing) está disposto a pagar mais pela mesma coisa. A câmara vai estar disponível em Janeiro de 2012, o que cria um problema aos que gostariam, já este Natal, de ter a sua Leica. Perdão, Panasonic com selo Leica...








































































