Técnica
Nikon J1 e V1: a inteligente dupla A-CIL
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- Publicado em 22-09-2011
Os últimos a rir, riem melhor... e talvez a Nikon saiba isso ao lançar a sua dupla de aparelhos de um novo formato, para competir com compactas e Micro Quatro Terços, e as "sem espelho". Claro que agora falta ouvir a Canon, que em Outubro ou Novembro deve anunciar surpresas. Muitas, dizem alguns.
Se esperava encontrar aqui, ontem, informação sobre as novas miniaturas da Nikon, quando todos o fizeram, desistiu. Não me preocupa mesmo nada a corrida, sobretudo quanto tenho coisas mais importantes para fazer, como tratar do website da Tapada Nacional de Mafra, que foi desenvolvido por mim. Ponto final. Ah e também peguei no press-release da Nikon em português, e confesso que o li tentando decifrar o que lá vinha, mas quedei-me nos disparates e acabei por perder tempo, antes de decidir ir ler o original em inglês.
Sou duro? Então que alguém me explique esta frase tirada integralmente do dito press-release:
Esta nova geração é pioneira em características de fotografia excepcionais, tais como tecnologia de captação pré-pós que começa antes de si – permitindo a utilização de novos modos de disparo inovadores que irão fazer com que nunca mais perca um momento. (...)
Alguém me diz o que isto quer dizer? Talvez seja alguma versão já com o tal de Acordo Ortográfico, aplicado a tantos que nem escrever antes do AO sabiam. Bem, o press-release é um sinal dos tempos tristes que se vivem em muita da tradução nesta área. É terrível entregar a quem não sabe do que fala ou sequer sabe português a interpretação destas coisas. Dá um resultado boçal. mas enfim, acho que é assim que algumas marcas querem viver.
Ah, o original inglês diz: This next generation pioneers amazing photography features such as pre and post capture technology that starts before you – enabling groundbreaking new shooting modes that mean you’ll never miss a moment again. Moving subjects like children are captured with ease, and photos become ‘living’ images.
Dito isto, para balizar terreno, e saltando por cima dos óbivos disparates do marketing da Nikon, a clamar que esta é a mais pequena blablabla e outras trivilialidades, o importante é que a Nikon criou dois aparelhos que dividem a mesma base mas se destinam a públicos diferentes. A J1 é para os que não sabem o que é um visor e acham que o LCD na traseira da câmara é a única forma de ver o mundo quando se fotografa. Será vendida em diversas cores, de preto a rosa ou vermelho e tem tudo o que se sonhou ter mais uma série de tecnologias novas que por um lado ajudam pelo outro tornam os fotógrafos cada vez mais dependentes das decisões das câmaras.
A Nikon V1 é outra coisa: com um visor, mesmo que electrónico, pensado de base e integrado no corpo, é o aparelho para o fotógrafo exigente que pretende o acesso a objectivas intermutáveis num aparelho de reduzia dimensão e não prescinde de um visor para enquadrar. Ambos os aparelhos usam o sensor High-Speed AF CMOS do formato CX de 10,1 milhões de pixéis, uma estreia na Nikon.
Este novo sensor da família Nikon, com 13.3x8.8 mm tem uma área que é metade da do Micro Quatro Terços e 1/3 do formato APS-C, o que o coloca em desvantagem teórica face a ambos. Mas olhando para o universo das compactas, esta é uma generosa área de captação da luz, quatro vezes maior do que a generalidade dos sensores de compactas e 2.5x maior do que os maiores sensores usados nas compactas de topo, de 1 1/7 polegadas. Isso significa que os topos de gama das compactas podem ser afectados com esta chegada... se os preços forem convenientes. O problema é que a J1 vai ser comercializada por valores na esfera dos 500 euros, o preço de uma DSLR da Nikon em saldos, enquanto a V1 vai subir aos 800 euros, muito perigosamente perto de uma DSLR com pouco tempo de mercado.
É este o dilema da Nikon e provavelmente o da Canon quando se aventurar em algo assim, o que pode suceder em breve, porque a marca tem apresentações para Outubro e uma data muito especial para uma nova e revolucionária comunicação ao mundo: dia 3 de Novembro. Ora a Nikon também chama a estas suas Nikon 1... uma revolução!
Deixando de lado os rumores, é bom olhar para este lançamento Nikon para entender como a marca o preparou cuidadosamente. As câmaras surgem já com um sistema de objectivas próprias: Nikkor VR 10-30mm F3.5-5.6, equivalente a 27-81mm, o zoom de base do sistema. E depois uma Nikkor VR 30-110mm F3.8-5.6 lens, seja uma 81-297mm. E no capítulo das panquecas, uma 10mm 2.8 que é uma 27mm. e para quem quer tudo numa só objectiva, a Nikkor VR 10-100mm f/4.5-5.6 , correspondente a 27-270mm, pensada para captura de vídeo.
Ah, uma nota mais. A Nikon criou uma nova designação de câmaras: A-CIL. Que é Advanced Camera with Interchangeable Lens. Pois, lá vem a confusão. Tanta, de facto, entre múltiplos formatos, que quem pode ganhar são as DSLR, que têm, em temros de grande público, uma única referência de sensor: APS-C. mas para que a festa da confusão se complete agora só falta a EVIL da Canon...









































































