Técnica
A Pentax apresentou a Q. E depois?
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- Publicado em 24-06-2011
A Pentax apresentou a sua nova câmara, a mais pequena e leve com objectivas intermutáveis. Agora resta saber a quem a vai vender e se alguém a quererá. Porque tamanho também é qualidade...
Este mercado é a coisa mais estranha que se possa imaginar. Há quem sugira a todo o momento que o Micro Quatro Terços não vai longe por ter o sensor que tem, e que recorde que a Sony colocou na NEX sensores APS-C quando os seus corpos são praticamernte do tamanho do do Micro Quatro Terços. E o que se diz sempre é que quanto maior o sensor maior é a qualidade.
Balize-se ainda mais o terreno: quem gosta de equipamentos com objectivas intermutáveis é quem por norma pretende qualidade nas imagens, fugindo, portanto, de sensores muito pequenos. São pessoas que até usam o Micro Quatro Terços, mas juram que um sensor APS-C é melhor e até nem se importariam, em alguns casos, de ter um fullframe numa espécie de máquina de telémetro moderna.
O que vai essa gente querer de um aparelho com um sensor de 1/2.3 polegadas, idêntico ao usado em aparelhos compactos, que agora chega ao mercado, com o selo de mais leve e pequena câmara de objectivas intermutáveis (no dia do lançamento, que estas coisas costumam dar vontade a outros de competirem) é que me faz alguma impressão.
Passando em revista as notas escritas numa série de websites percebe-se que toda a gente tem reticências ante esta proposta, mas que ningiuém tem coragem de o dizer abertamente, até porque estamos sempre todos na mira de um possível anúncio do fabricante e, não convém, diz-se, morder a mão que nos alimenta. É isso, aliás, que mantém muita gente calada.
Confesso alguma “inconsciência” pessoal nessa área, o que me leva a olhar para o percurso recente da Pentax e sugerir que esta proposta é mais um dos sinais de uma espécie de canto de cisne da marca, perdida entre lançamento de máquinas cobertas com cristais, de todas as cores... e agora liliputianas.
Esta Q é de algum modo o recuperar de um sistema velho da Pentax, pensado para o formato de filme 110, uma reflex miniatura que foi muto bem recebida pela novidade mas, tal como aliás o formato de filme, nunca teve sucesso comercial. O filme de 110 era uma versão miniatura de película que não conseguia oferecer qualidade, pelo que o mercado lhe passou ao lado. Ora agora estamos ante um sistema que oferece o que uma camada do público pretende, as objectivas intermutáveis, mas que as associa a um sensor que tendemos a aceitar nas compactas, mas que não vejo que vá interessar assim tantos num sistema deste tipo. O mercado já está cheio de confusões de NEX, NX, m43 e outras sugestões que andam por aí, geralmente com sensores gigantescos face ao que esta Q oferece, e portanto esta versão da Pentax não me parece vir, efectivamente, com atributos que levem alguém a interessar-se. Mas por agora toda a gente parasce embandeirar em arco. Acho que a web potencia esta espécie de febril e insana resposta a tudo o que é lançado.
É evidente que surgem sempre capelinhas, “religões” e uma série de outos cultos nestas coisas. Mas por mim, esta Q da Pentax representa um passo para sítio nenhum, olhando para o que a marca mostrou agora. Mas estou sempre aberto a que me mostrem que estou errado, portanto esta nota, que não tem mais do que a minha opinião, pode ser algo de que me virei a penitenciar mais tarde. Mas olhando para a dimensão do sensor, todas as afirmações da Pentax sobre a qualidade do aparelho me soam a... treta.








































































