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Fujifilm anuncia fim do APS
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- Publicado em 01-06-2012
A Fujifilm anunciou que até ao final de Julho termina a produção do APS - Advanced Photo System, um desaparecimento que sinaliza o fim de toda uma era na história da fotografia. Dentro de um ano já ninguém se lembrará do formato.
A Fujifilm era a derradeira empresa produtora de filmes APS, mas isso termina em Julho, o que significa que quem possui aparelhos daquele tipo e ainda os continua a usar fará bem em adquirir alguns rolos ou então mudar de câmara. A Fujifilm calcula que os stocks que tem de momento durarão para cerca de 10 meses mais, pelo que dentro de sensivelmente um ano será impossível adquirir mais filme deste tipo.
O APS - Advanced Photo System é um sistema de película desenvolvido pela Kodak, Canon, Nikon, Fujifilm e Minolta, que pretendia oferecer ao mercado um formato de filme mais pequeno do que o 35mm, forma de poupar no fabrico, mas também de provocar, ao tempo, uma renovação drástica do mercado, com venda de novos equipamentos de mini-lab, etc.
Era um negócio que tinha um lado lógico: dado que a maioria dos utilizadores fazia somente amplicópias (10x15 cm), a dimensão do formato (30.2×16.7 mm) chegava e sobrava para oferecer bons resultados. Ao mesmo tempo os fabricantes podiam criar aparelhos mais pequenos, bem como sistemas de objectivas de menor dimensão, algo que acabou por ser uma realidade, com modelos reflex da Canon, Nikon e Minolta a marcarem aquele período do final dos anos 90 do século passado. Possuo ainda um sistema reflex Vectis da Minolta que é uma excelente solução fotográfica dos tempos do anlógico.
O APS tinha uma banda magnética para registo de dados como os valores de exposição, algo que sugeria os caminhos do futuro. Mas com o advento dos sistemas digitais de fotografia, que no final da década já eram mais do que um sonho de futuro, e o lançamento de modelos cada vez melhores de câmaras digitais, o APS estava condenado. A partir de 2002 já se vendiam mais câmaras digitais do que de filme de todos os tipos, e o descalabro começou. Em 2004 o sector de fotografia da Agfa falia, em 2007 a Konica Minolta (a Konica era um fabricante de filme que adquiriu a Minolta) deixou de produzir filme e papel. E em 2005 a Kodak já só tinha um terço dos funcionários de duas décadas atrás. Em 2011, a Kodak deixou de fabricar o filme APS e em 2012 a mesma Kodak abriu falência. Sinal dos tempos.
O que resta do APS é uma designação que acabou por ser retomada pelos sistemas digitais para o formato de sensor mais popular do mercado, quando se pensa em aparelhos reflex. De facto as dimensões do sensor APS-C (que refere um dos modos do formato original da película APS) é semelhante às do filme, Portanto, a ideia da criação da película, no que respeita a redução de custos e criação de aparelhos mais pequenos continua, mesmo que parcialmente, válida nos dias que correm.








































































