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TEN, o seu primeiro livro para aprender a fotografar
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- Publicado em 13-08-2010
A descoberta da prática fotográfica passa também por leituras obrigatórias: a do manual da câmara e a de TEN, o primeiro livro de David duChemin na editora Craft & Vision. Se nunca leu um livro de fotografia comece por este. Se já leu muitos... experimente ler este. Vai mudar a sua forma de fotografar.
Confesso que gostava de ter escrito este livro, mas que lê-lo foi igualmente recompensador, por me deixar com a ideia de que os que eu escrevi até aqui, assim como os milhares de artigos, seguem uma linha condutora que me deixa no mesmo universo de que TEN fala. TEN é o livro inaugural da editora Craft & Vision e é uma obra incontornável para quem quer aprender fotografia.
Aconselho-o a quem começou e pretende saber mais sobre a prática fotográfica como o primeiro livro que devem ler depois do manual da câmara. E que não comprem mais nenhum outro livro até terem lido, digerido, voltado a ler e feito uma primeira ronda pelos exercícios práticos da obra. Curiosamente, este não é um manual que documenta em diagramas o que é o diafragma, a abertura, e todo o restante jargão dos iniciados na Arte fotográfica. Este livro segue o trilho dos sentidos e sugere atalhos para quem pretende exprimir a sua visão mais do que copiar a de outros.
Estes atalhos, devo confessar, contudo, não levam pelo caminho mais curto ao conhecimento fotográfico. Mas se na fotografia, como em outras artes da vida, o que importa, mais do que o destino é o caminho, então este caminho de atalhos promete as mais iluminadoras experiências.
Escrevia-me alguém recentemente – alguém que convenci a ler o manual da sua câmara como primeira obra da iniciação – que acabara de comprar alguns livros técnicos que se propunha ler, para aprender a dominar a máquina que decidira usar como extensão da sua visão. E dizia-me esse correspondente que quando soubesse tratar o preto-e-branco o como Ansel Adams teria chegado ao fim da aprendizagem. Disse-lhe que não, e que Adams, se por cá andasse, estaria a explorar as capacidades dos novos sensores e a descobrir novas formas de fotografar o que fotografara. E apontei-lhe o rumo da Craft & Vision como elemento crucial dessa formação, que necessita da técnica mas não sobrevive sem a visão. A Visão, devo escrever.
É disso que TEN fala. Mesmo se para muitos de nós o que David duChemin escreve no livro é já lição sabida, existe na obra de 33 páginas uma reafirmação da lição que pode servir para alimentar um fotógrafo tentando reencontrar as suas metas e sonhos. E para quem começa – e mesmo os outros – TEN é uma série de exercícios práticos que apostam muito na repetição para criarem uma moldura mental nova a cada fotógrafo.
Estes exercícios são a razão para o atalho se tornar mais longo que o caminho inicial. E se assim o atalho contradiz, aparentemente, a noção de “caminho mais curto” que dele se tem, acredite-me leitor que o tempo usado nestes exercícios/atalhos o vai levar mais longe mais depressa, porque reduz o tempo necessário para aprender a técnica lendo milhares de controversas sugestões, por uma via mais prática, mais sentida, mais divertida até.
Não, não será porventura divertida no momento, quando descobrir que David duChemin sugere a repetição de registos de um mesmo motivo até quase à exaustão, mas quando se olha para trás e entende o que se fez – é essa a razão para as repetições – percebe-se que essa prática cimentou conhecimentos mais depressa do que milhares de páginas de leitura de diferentes autores ou a aquisição do mais moderno e caro material no mercado.
A construção de TEN e dos exercícios recorda-me a aprendizagem da tabuada pelos processos antigos, em que pela repetição continuada se memorizava a sequência de operações, algo que actualmente, com os modernos sistemas de educação do bando dos “doutores Telebes” do Ministério da Educação – e não se lhes pode dar uns valentes tabefes e acabar com a questão? – deixou de existir. Pergunto-me: se funciona na fotografia, mesmo nesta fase digital da sua existência, por que razão não há-de funcionar na restante educação? David duChemin deve achar que sim, que o processo antigo funciona, porque é isso que aplica no seu livro TEN. Repetir para aprender. Algo que os modernos iluminados parecem ter esquecido...
David duChemin defende que se deve ter o melhor equipamento que se pode adquirir, mas não acredita que comprar a mais recente objectiva ou câmara torne alguém num melhor fotógrafo. Por isso quando num capítulo ele fala da melhor objectiva... refere-se... para a transmissão de determinada mensagem. E trata de explicar as diferenças entre o que uma grande-angular e uma teleobjectiva fazem, e mais num plano visual e emocional do que técnico. É essa a postura constante de TEN ao longo de todas as páginas, algo que coloca este livro distante de muito do que se publica actualmente.
E este eBook, porque de um se trata, custa somente 5 dólares e pode ser descarregado para o computador em instantes logo após a aquisição online. É o primeiro livro de fotografia que devia comprar quer esteja a começar ou já tenha anos disto e uma colecção invejável de livros de fotografia. TEN vai deixá-lo a repensar tudo o que sabia... e cheio de vontade de sair para fotografar. Ah e se já o convenci, use por favor o link da Fotodigital. A revista recebe uma percentagem das vendas. Obrigado. E boa leitura.
















































































