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Fotografia de viagem: seja um guerrilheiro
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- Publicado em 10-06-2011
Existem dezenas de livros de fotografia de viagem, de férias, mais ou menos completos. Muito falam das condições ideais para fotografar. Guerrilla Travel Photography parte de outro lado: a luz está má, o tempo é curto, a família berra e o tema é difícil. E explica como resolver tudo isso para levar a foto para casa.
Existem milhares de livros de fotografia sobre férias, mas todos, ou praticamente quase todos, partem do pressuposto que quem os lê tem todo o tempo do mundo para voltar aos mesmos locais uma e outra vez - em férias? nunca na vida - esquecendo-se de explciar como tirar o melhor aprtido do que há, tal como nos é apresentado. É isso que torna o livro de Tony Page diferente.
Peguei-lhe há meses atrás e escrevi umas notas então, mas não voltei a tocar-lhe em termos de uma escrita mais aprofundada até agora, porque com o tempo de férias a chegar por aí impunha-se escrever umas notas mais sobre uma obra feita por medida para quem vai para um destino diferente e gostaria de voltar com boas fotos. E não está na categoria dos "artistas" que podem ficar três dias à espera da luz ideal. Porque a fotografia tem diferentes tempos, atitudes e níveis de paixão. E mesmo os mais apaixonados podem ver-se numa situação em que ou é aquela foto ou nenhuma. O que significa que talvez este livro seja, afinal, para todos.
A primeira impressão que tive do livro não me enganou. E à media que o fui lendo, e voltando a reler até agora, confirmou o que senti. É a linguagem simples de Tony Page que cativa. As explicações são feitas para todos, não existem ali os truques que se sente só existirem na bagagem dos profissionais - ou então de quem escreve sobre fotografia sem a praticar muito, uma espécie que parece estar a aparecer muito nos blogues e locais de conversa... - e nem sequer temos de haver-nos com as habituais notas das horas especiais para fotografar. Este livro foi feito para quem, gostando de fotografia, tem de haver-se com uma visita ao palácio X na hora do meio-dia, e sair de lá com fotos que sejam boas q.b. para sentir que deu bom uso ao equipamento e à Visão. É disso que se trata.

Guerrilla Travel Photography foi concebido para os que não pretendem carregar muito equipamento atrás e mesmo assim querem voltar a casa com fotos que contam histórias. Ao longo da obra vai-se descobrindo as soluções de Tony Page, ilustradas com situações, até de Portugal, que nos levam a querer, até, redescobrir o espaço que temos por perto, que pode parecer diferente a quem ousar seguir as pistas deixadas pelo fotógrafo neste livro. Cuja capa origiinal, com uma imagem de Che Guevara, foi mal recebido nos Estados Unidos, levando à mudança para algo mais... socialmente aceite por aquelas bandas (confira com a primeira nota escrita aqui na FD sobre a obra). Perdeu-se, na embalagem um pouco do espírito de "guerrilha" desta lição fotográfica, mas no interior tudo continua na mesma: um livro a ler antes de ir de férias. Ou a levar no computador para ler em viagem para cada um dos destinos onde se passará tempo a fotografar. Não todo, que a família berra que temos de ir embora!
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