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Roteiros de Sintra: o primeiro passeio
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- Publicado em 02-06-2012
A chuva teimou em fazer das suas e quebrou o Verão dos últimos dias. Mas o passeio fez-se, curto fisicamente mas cheio de viagens da imaginação. Entre diafragmas e tritões, velocidades e sereias, o primeiro Roteiro Fotográfico de Sintra arrancou.
Levar um grupo de pessoas a descobrir outros caminhos na Natureza e pela Fotografia é uma tarefa nem sempre fácil, sobretudo quando São Pedro do alto decide que é dia de chuva de molha tolos. Não que esse tempo não tenha beleza, mas mais quando se sabe ao que se vai e se pretende conviver com neblinas, água que escorre pelo nariz e luzes que não acertam com as que a máquina dita.
Para um roteiro fotográfico mais centrado na aprendizagem dos primeiros passos fora dos caminhos circulares da Fotografia - quero dizer centrados na rota de que 1/125 f/16 é quase tudo aquilo que é necessário saber... apesar de haver quem não acredita -, a chuva fustigando os olhos limita a Visão. E impede uma prática fotográfica pensada no papel mas que na realidade acabou por resumir-se a algumas fotos que acabarão, todavia, num eBook do dia, reunindo todos os contributos do grupo presente.
O dia foi de intensa viagem feita... sentados. Porque conversar sobre fotografia, resolvendo dúvidas, é um primeiro passo. Depois de uma caminhada até ao topo da falésia, usou-se abrigo perene e de longa data para, em alegre convívio, passar em revista a simplicidade da exposição fotográfica: é como encher um balde, sempre eu disse às pessoas. E com a chuva a cair, a imagem fazia todo o sentido.
Duas coisas importantes sairam deste dia: 1/125 f/16 e a noção de que preto e branco dão cinzento perfeito e calibrado. Basta isso para saber como controlar o lado mecânico do acto, porque o ingrediente seguinte na fotografia de cada um, é a alma que põe dentro do "boneco". Foi isso, mais que mirabolantes conceitos de equilíbrio de brancos (que alguns chamam de balanço... vá lá saber-se a razão) e estranhas ideias de que existem regras para fotografar determinados sujeitos (porventura porque os sujeitos são britânicos e não gostam...) que tentei transmitir. É esse o fio condutor destes percursos.
Se toda esta conversa o deixa intrigado... inscreva-se para um próximo passeio. Que será em terreno mais plano, adequado a todas as idades e compleições físicas. Com transporte em autocarro até ao local da actividade, almoço servido na hora da ajustar contas com a barriga e transporte de regresso ao ponto de encontro. Tudo por um preço acessível. Mas se quer mesmo saber mais, contacte o Centro de Cultura e Desporto Sintrense, a quem cabe a responsabilidade de levar as pessoas nestes Roteiros Fotográficos de Sintra. Eu, eu estou lá simplesmente para contar meia dúzia de histórias às pessoas, para que conheçam melhor o chão que pisam, e explicar-lhes que 1/125 f/16 é a resposta. Também pode ser 1/500 f/8, se tiverem pressa. É dessa liberdade que falo.








































































